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    June 02

    Exposição de Fernando Araujo em Sorocaba

                              Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba

     


    Pessoal, vejam só que honra, nossa cidade receberá em breve um Museu de Arte Contemporânea! Isso é praticamente inédito já que pouquíssimas cidades do interior possuem um museu desse porte.

    As instalações serão na antiga estação ferroviária de Sorocaba (FEPASA), que fica na Av. Dr. Afonso Vergueiro. As obras estão em andamento graças ao apoio de empresas privadas Sorocabanas, da nossa prefeitura, ao esforço e sonho de pessoas como a produtora cultural Cristina Delanhesi e um comitê de apoio ao MACS e das Secretarias de Cultura Municipal e do Estado.

    Fora o apoio de curadores, artistas e museólogos que estão se empenhando e trabalhando muito para que o projeto se concretize com êxito.

    Um dos primeiros eventos em prol do museu será a exposição do artista Fernando Araújo, ("clilca" aqui - como diz a Bruna), que segue o estilo abstrato, com cores vivas e contrastantes. Particularmente achei o seu trabalho maravilhoso, a tela acima já é uma das minhas preferidas!!! As obras estarão a venda durante todo o período da exposição e parte da renda será revertida para o MACS.


    A exposição aconteceu de 06/06/2009 à 30/06/2009, no ESPAÇO do Mosteiro SÃO BENTO,  Largo São Bento, 144 – Centro – Sorocaba.
     
    October 30

    Exposição

     

    Le CENTRE CULTUREL BRÉSIL-FRANCE


    est heureux de vous inviter au vernissage de l'exposition de


    Fernando ARAUJO

    "Avant Tout"


    le mardi 4 novembre 2008 à 18h30



    Galerie d'art François Mansart

    5 rue Payenne, 75003 PARIS

    m° Saint Paul le Marais


    Exposition du 5 au 28 , de mercredi à dimanche, de 15 à 18 heures, ou sur RDV

    September 12

    Shaya

    SHAYA

    Chush é uma escola que se dedica ao ensino de  crianças especiais, no Brooklyn, em Nova York. Algumas crianças ali permanecem por toda a vida escolar, enquanto outras podem ser encaminhadas a escolas comuns. Em um jantar beneficente da escola Chush, o pai de uma criança fez um discurso que nunca mais seria esquecido pelos que ali estavam presentes.

    Depois de  elogiar a  escola e seu dedicado pessoal, ele perguntou:

    - Onde está a perfeição em meu filho Shaya, se tudo o que Deus faz, é feito com perfeição?

    - Mas meu filho não pode entender as coisas como outras crianças entendem.

    - Meu filho não pode se lembrar de fatos e números como as outras crianças.

    - Então onde está a perfeição de Deus?

    Todos ficaram chocados com a pergunta e com o sofrimento daquele pai. Mas ele continuou:

    - Acredito que quando Deus traz uma criança especial ao mundo, a perfeição que "Ele" busca está no modo como as pessoas reagem diante desta criança. Então ele contou a seguinte história sobre o seu filho Shaya:

    " Uma tarde Shaya e eu caminhávamos pelo parque onde alguns meninos que Shaya conhecia, estavam jogando beisebol. Shaya perguntou-me:

    - Pai,você acha que eles me deixariam jogar beisebol com eles?

    Eu sabia das limitações do meu filho e que a maioria dos meninos não o queria no time por ser daquele jeito. Mas entendi que se Shaya pudesse jogar com eles, isto lhe daria uma confortável sensação de participação na pequenina vida dele.

    Aproximei-me de um dos meninos no campo e  perguntei se Shaya poderia jogar.

    O menino deu uma olhada ao redor buscando a aprovação de seus companheiros de time. Mas, mesmo não conseguindo nenhuma aprovação, ele assumiu a responsabilidade e disse:

    - Nós estamos perdendo pôr seis rodadas e o jogo está na oitava. Acho que ele pode entrar em nosso time e tentaremos coloca-lo para bater  até a nona rodada.

    Fiquei admirado quando Shaya abriu um grande sorriso ao ouvir a resposta do menino.

    Pediram então que ele calçasse a luva e fosse para o campo jogar. No final da oitava rodada, o time de Shaya marcou alguns pontos, mas ainda estava perdendo pôr três. No final da nona rodada, o time de Shaya marcou novamente e agora com dois fora e as bases com potencial para a rodada decisiva, Shaya foi escalado para continuar.

    O time deixaria Shaya, sabendo como ele era, deixá-lo rebater nestas circunstâncias acabando por jogar fora a chance de ganhar o jogo?

    Surpreendentemente, foi dado o bastão a Shaya. Todo o mundo sabia que isto seria quase impossível, porque ele nem mesmo sabia segurar o bastão. Porém, quando Shaya tomou posição, o lançador se moveu alguns passos para arremessar a bola de maneira que Shaya pudesse ao menos rebater.

    Foi feito o primeiro arremesso e Shaya balançou desajeitadamente o bastão e perdeu o lance. Um dos  companheiros do time de Shaya foi até ele e juntos seguraram o bastão e encararam o lançador.

    O lançador deu novamente alguns passos para lançar a bola suavemente para Shaya. Quando veio o lance, Shaya e o seu companheiro de time balançaram o bastão e juntos rebateram a lenta bola do lançador. O lançador apanhou a suave bola e poderia tê-la lançado facilmente ao primeiro homem da base e Shaya estaria fora e o jogo teria terminado. Ao invés disso, o lançador pegou a bola e lançou-a em uma curva, longa e alta para o campo, distante do alcance do primeiro homem da base. Então alguns meninos do time de Shaya começaram a gritar.

    " Shaya, corra para a primeira base. Corra para a primeira base !!!"

    Nunca em sua vida, Shaya tinha corrido. Mas ele saiu em disparada para a linha de base, com os olhos arregalados e assustado. Até que Shaya alcançasse a primeira base, o jogador da direita teve a posse da bola e poderia ter lançado a bola ao segundo homem da base o que colocaria Shaya para fora, pois ele ainda estava correndo. Mas o jogador entendeu quais eram as intenções do lançador, assim, lançou a bola alta e distante, acima da cabeça do terceiro homem da base. Fazendo com que mais alguns meninos de ambos os times gritassem:

    "Corra para a segunda, corra para a segunda base Shaya !!!".

    Shaya correu para a segunda base, enquanto os jogadores à frente dele circulavam deliberadamente para a base principal. Quando Shaya alcançou a segunda base, a curta parada adversária colocou-o na direção de terceira base e todos gritaram:

    "Shaya, corra para a terceira base !!!".

    Quando Shaya contornou a terceira base, todos os meninos dos dois times, correram junto com ele gritando:

    "Shaya, corra para a base principal !!! ".

    Shaya correu para a base  principal, pisou nela e todos os 18 meninos o ergueram nos ombros fazendo dele o herói, como se ele tivesse vencido o campeonato e ganho o jogo para o time dele.

    “Naquele dia, disse o pai com lágrimas, aqueles 18 meninos alcançaram a Perfeição de Deus”. Dando um pouco da felicidade e da possibilidade deles para Shaya. Eu nunca tinha visto um sorriso tão lindo no rosto do meu filho.

    Estamos mais preocupados sobre o que as outras pessoas pensam de nós, do que com o que Deus espera de nós. Mas, tenhamos a certeza que, se quisermos, poderemos transformar nossas  vidas e fazer sempre o melhor por nós e por todas as pessoas que gostamos.

    Escreva, pinte, fotografe, cozinhe, dance, ouça música, dê um grande abraço, um sorriso enorme e agradeça à vida. Estamos todos aqui e bem.

    Um ótimo dia para você, com as bênçãos de Deus, seja qual for o seu Deus. Seja qual for o seu modo de vida.

    Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo o entendimento.
    (Clarice Lispector)
     

    February 19

    Testemunho por meu amigo Marcelo Vieira

    13 de dezembro

     

    Meu amigo Marcelo escreveu este testemunho vendo meus trabalhos e ao ler senti uma imensa felicidade, pois nunca havia conseguido entender em palavras o que fazia.

    E agora divido com vcs este escrito.

    abraços,

    Fernando Araujo  

     

     

    Trabalho com a expressão para insinuar o que desconheço, e nestes momentos de eternas explosões, advêm forças motivadoras que pedem passagem, ora no grosso da matéria que ejaculada se impõe, ora nas riscas e nesgas aflitas e rápidas que remetem aos meus primeiros traços, esboçados junto a um pedaço de memória que está aprisionado ao passado primevo. Expresso-me para que seja recuperada uma perda inominável, fugindo tresloucado destes hábitos  que escravizam o que denominamos noção do tempo, e ai estão estes rasgos fundamentais que se fazem entre o tempo tripartido, para que se faça, através da exposição fatal, o combate junto aqueles movimentos que o processo de civilização impõe, dia a dia, em todos nós, e nesta fuga homérica tento transmitir minhas forças e fraquezas, siamesas, no que mais toca ao essencial humano, a contradição.

    Massas de cores, lampejos efusivos, crateras, espalhafatos do corpo primeiro, certas zonas quentes, obscuras, a larva que move o homem, incandescente, pulsional, as zonas erógenas, as lembranças felizes da doce infância, o branco lavado, a suntuosa força do véu, daquilo que foi impregnando meu corpo de imagens, das quais tento espalhar para e entre o espectador, que igualmente deverá (assim espero) usar meus trabalhos como espelho límpido na procura infinita do que fundamenta, daquilo que é essencial, e que muitas vezes não cabem no palavrório limitado.

    Por vezes afasta, repulsa, porque pode se olhar do ponto de vista domesticado, daquilo que foi ensinado como ato repetido, habitual, e então tudo de desfaz... mas ai também há algo, porque procuro desfazer pela construção, e de novo o que me move, esta eterna contradição. Então é isto: a expressão é o que não conheço e busca direção aos olhares e corpos daqueles que dela querem participar, não de forma bovina, mas implicados em tudo que ser humano requer: luta, beleza, paisagem, gozo, nuvens, ventos, movimentos sexuais, pequenas calmarias, sangue, imposições, chamas, clarezas, delírios e que seriam infinitamente ditas aqui daquilo que está entre nós humanos, e que de forma dionisíaca, através de minhas tintas quero evocar: a essência humana.

     

     

                                                                                                                         Testemunho,

                                                                                                                         Marcelo Vieira

    January 07

    Diário de um Pássaro

     
    Somos artistas...
    Fazemos malabarismo e firúlas para conquistar nossa parceira.
    Somos grandes arquitetos...
    Construímos em detalhes nossa própria casa...
    Somos operários do amor...
    Buscamos alimento o dia todo para a amada aquecer nossa semente.
    Dedicados ao extremo, aguentamos o sol mais forte e as maiores tempestades para proteger nossa cria...
    Somos professores dos próprios filhotes...
    No desenvolvimento da terra...
    Passamos por grandes desafios.
    Os fios de alta tensão são nossos inimigos...
    Os predadores nos buscam constantemente para nos enjaular...
    Vida e luta se misturam...
    Insistentes, voamos alto em nossos sonhos.
    Nossa missão é acordar o dia!
    Todas dificuldades superadas...
    Conquistas alcançadas...
    Enfim...
    Representamos a LIBERDADE!!!!!
     
     
    Wânia Rodrigues
    21/12/2007
    April 23

    Loucos e Santos

     

    Loucos e Santos

    Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.

    Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

    A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.

    Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.

    Deles não quero resposta, quero meu avesso.

    Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

    Para isso, só sendo louco.

    Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

    Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.

    Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.

    Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.

    Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.

    Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

    Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.

    Não quero amigos adultos nem chatos.

    Quero-os metade infância e outra metade velhice!

    Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

    Tenho amigos para saber quem eu sou.

    Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. (Oscar Wilde)